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Perícia do INSS

Perguntas que o perito do INSS faz (e como responder sem se prejudicar)

A perícia dura poucos minutos, e o que você responde pesa muito. O perito faz perguntas simples — mas cada uma tem um objetivo. Veja as mais comuns, o que ele quer descobrir e como responder com sinceridade, sem minimizar a sua doença.

Por Dr. Perito · 11 de setembro de 2026 · 6 min de leitura

A regra de ouro: responda com sinceridade e pensando na sua rotina no geral — não só em como você está no dia da perícia. E nunca minimize: descreva o que você realmente não consegue fazer.

Por que as perguntas importam tanto

O perito não te conhece e tem poucos minutos. Ele decide com base no que você diz e no que está nos documentos. Cada pergunta tem um objetivo: entender se a sua doença realmente te impede de trabalhar. Responder bem — sem exagerar, mas sem minimizar — faz toda a diferença.

As perguntas mais comuns (e o que o perito quer descobrir)

"Qual é o seu problema de saúde?"

Ele quer ouvir de você, com as suas palavras. Como responder: diga o diagnóstico e, principalmente, como ele afeta a sua vida. Não responda só "tenho depressão" — diga o que a depressão te impede de fazer.

"Qual é o seu trabalho? O que você faz no dia a dia?"

Ele quer comparar a sua doença com a sua atividade. Como responder: descreva as exigências reais do seu trabalho (ficar em pé, carregar peso, concentração, contato com o público) e por que a doença te impede disso.

"Como é o seu dia a dia em casa?"

Ele avalia a sua funcionalidade. Como responder: seja honesto sobre o que você não consegue mais fazer sozinho (tomar banho, cozinhar, dirigir, dormir direito). Não tente parecer mais capaz do que está por vergonha.

"Está fazendo tratamento? Toma remédio?"

Ele quer ver se a doença é acompanhada. Como responder: leve as receitas e diga certinho os remédios, as terapias e há quanto tempo se trata. Tratamento em dia mostra que o problema é real e sério.

"Melhorou depois do tratamento?"

Cuidado com essa. Como responder: se você ainda não consegue trabalhar, diga isso claramente. "Melhorei um pouco, mas ainda não consigo fazer X, Y e Z." Dizer só "melhorei" pode ser entendido como "está apto".

❌ O erro que mais derruba: querer parecer forte. Muita gente, por orgulho ou vergonha, diz "ah, vou levando", "tô melhorzinho". O perito registra isso como capacidade. Seja educado, mas honesto sobre as suas limitações.

Antes da perícia: prepare-se

Responder bem começa em casa. Leve documento com foto, laudo detalhado e exames organizados. Veja a lista completa no nosso guia de como se preparar para a perícia e como montar o laudo que o perito precisa ver. Se a sua perícia for por vídeo, veja como funciona a teleperícia.

Se a perícia negar

Não desista: você tem 30 dias para recorrer, reforçando a prova médica.

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Antes do dia, vale conferir o que levar na perícia e como descrever a sua limitação.

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Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a perícia do INSS

Sim, principalmente se você tem dificuldade de locomoção ou de comunicação. Um acompanhante pode ajudar, mas quem responde é você.

Responda sobre a sua rotina no geral, não só sobre o dia da perícia. Muita gente é negada por dizer 'hoje estou melhor'. Fale dos dias ruins, das crises, das limitações do dia a dia.

Não. Nunca minta nem exagere — o perito percebe e isso derruba o seu pedido. Seja sincero e concreto: diga o que você realmente não consegue fazer.

Pode fazer um exame físico simples, além das perguntas. Por isso, o laudo e os exames que você leva são tão importantes — eles mostram o que o exame rápido não capta.

Muito. Um laudo detalhando as suas limitações é o que mais pesa. Veja como montar o laudo certo no nosso artigo sobre o assunto.

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