Chegar na perícia do INSS sem o documento certo é um dos motivos mais comuns de negativa — e de perícia cancelada. Aqui está a lista do que levar, o que faz diferença de verdade e o erro que reprova muita gente boa.
Por Dr. Perito · 27 de agosto de 2026 · 6 min de leitura
Se for empregado com carteira assinada, leve também o atestado de afastamento da empresa (o RH costuma chamar de AAT ou declaração do último dia trabalhado).
A parte médica é o coração da perícia. E aqui vai a dica de ouro: leve laudo, não só atestado. A diferença é enorme — o atestado diz "afastar por 30 dias"; o laudo conta a sua história clínica e explica por que a doença te impede de trabalhar. É o laudo que convence o perito.
Levar só um atestado genérico ("paciente precisa de repouso") com o CID e nada mais. O perito não te conhece e tem poucos minutos: se o papel não descreve o que você não consegue fazer, ele decide pela capacidade e nega. "Tenho hérnia de disco" perde; "não consigo ficar sentado mais de 15 minutos nem carregar peso por causa da hérnia" ganha. Peça ao seu médico pra escrever assim.
Levar os papéis certos é metade do caminho. A outra metade é saber como se comportar e o que dizer ao perito. Veja o nosso guia completo de como se preparar para a perícia do INSS — com o passo a passo do agendamento, o que o perito avalia e o que falar.
A gente confere a sua documentação antes da perícia, aponta o que está faltando, orienta sobre o laudo e organiza tudo na ordem certa — pra você não ser reprovado por um detalhe de papel. Se a perícia negar, ajudamos no recurso.
Com a pasta pronta, o próximo passo é saber o que explicar na perícia além do nome da doença.
Comece baixando o guia gratuito com a lista de documentos — e, se quiser, fale com o Dr. Perito. A análise inicial do seu caso é gratuita e sem compromisso.
Se faltar o documento de identificação com foto, sim — a perícia presencial é cancelada e você reagenda. Se faltar um exame, às vezes o perito aceita que você envie depois pelo Meu INSS, mas não é garantido, e a chance de aprovação cai. Leve tudo.
O atestado apenas informa o afastamento (ex.: "repouso por 30 dias"). O laudo descreve a doença, a evolução, o tratamento e, principalmente, as suas limitações funcionais — por que você não consegue trabalhar. É o laudo que tem peso na perícia.
Quanto mais recente, melhor — de preferência dos últimos 30 dias, no máximo 90. Documentos antigos também valem para mostrar o histórico, então leve os dois.
Sim. O perito ou o servidor pode reter documentos para digitalizar. Leve originais e cópias, para não ficar sem os seus papéis caso precise de recurso ou ação depois.
Você vai a uma agência equipada e o perito avalia remotamente, ou envia os documentos digitalizados. Em qualquer caso, a regra é a mesma: documentação completa, legível e organizada é o que garante a análise.